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Tudo começa no ano de 1973m passo inicial de uma trajetória responsável pelo estabelecimento de uma gama de inter-relações pessoais e oficiais que oportunizaram a presença constante da Chapecoense em jogos no âmbito regional, estadual e mesmo nacional, que levou a ser a detentora do titulo de Campeã Catarinense nos anos de 1977 e 1996. A Associação Chapecoense de Futebol - a partir de 1973 caminhada inicial -, traz consigo um resultado importante de suas campanhas realizadas em nível nacional, estadual e regional. Hoje, é reconhecida pela sua posição alcançada, fruto de suas vitórias, do desempenho de centenas de atletas, pelo investimento da iniciativa privada e ofi9cial, da presença de sócios e colaboradores, da capacidade de seus dirigentes, de sua torcida, do apoio da imprensa e outros. Nesse quadro, a Associação Chapecoense de Futebol firmou-se como um indicativo de representação da cidade de Chapecó. Hoje sem duvida, uma das múltiplas representações coletivas. Sua ação e atuação são resultantes da união de esforços dos segmentos que formam nossa comunidade. Um longo caminho foi trilhado, resultante de uma mobilização, não apenas de uma cidade, mas de uma região. A família chapecoense se orgulha dos seus feitos em todas as suas campanhas. Nesse sentido, César do Canto Machado, autor do livro Historia do Futebol Catarinense, enfatiza a representatividade da Associação Chapecoense de Futebol, alem dos limites do município de Chapecó. Diz que no ano de 1977, quando a esperança era o Joinvile, o futebol catarinense tem a grata surpresa no Estadual que viria do Oeste de santa Catarina. A surpresa era a Chapecoense. O time havia desempenhado excelente campanha, e a seu revoque vieram outros clubes da região Meio-oeste e Vale do Rio do Peixe. Esses ainda, para o autor "formaram um bloco muito forte contra os já bastantes conhecidos times litorâneos". {mospagebreak} Na viagem encetada, tem-se um passado de lutas e de avanços da Associação Chapecoense que lhe deram presença na vida futebolística, graças a união de esforços e apoio de uma gama considerável de segmentos participantes da vida cotidiana da cidade. São centenas deles, cada um em particular, que ajudaram a fazer o nome da "Chapecoense" aqui e lá fora. Esses 33 anos representam um período histórico que corresponde a uma geração de chapecoenses. Quantos nasceram junto com essa agremiação desportiva catarinense, que selou seu próprio destino disputando partidas de futebol, mesmo que permeadas de vitórias e de derrotas. O inicio da "viagem fictícia" do pontapé inicial de nosso time é revivido por Alvadir Pelisser, um de seus idealizadores e fundador. Muitos desconhecem esse momento.Dai a reflexão: Como aconteceu? Quem idealizou? Não foi apenas um desportista, foram muitos. A Associação Chapecoense e Futebol, nasce no momento em que, na cidade de Chapecó o futebol amador estava adormecido, não havia mais realizações de campeonatos que movimentavam a cidade. Foi um período que Chapecó e sua população não contava mais com as disputas entre os times que existiam na cidade gravados na memória de muitos: o Atlético Clube Chapecó, o Independente Futebol Clube, "os sempre rivais" Grêmio Esportivo Comercial, Guairacá Futebol Clube e Operário entre outros. A cidade de Chapecó não contava mais com a presença de times de futebol, foi motivo de analises, de comentarios e as especulações a respeito dessa realidade. Todos os argumentos serviam, também, para provar que o futebol na cidade era importante. {mospagebreak} No dia 10 de maior de 1973 mais uma vez amigos e desportistas chapecoenses se encontram no almoxarifado da 8ª Res. DER e na porta da loja de confecções de propriedade do Pelisser, localizada na esquina da Avenida Getulio Vargas, no Edifício Jarbas Mendes, de propriedade do desportista Heitor Pasqualotto. Pasqualotto, também foi participante de muitos bate papos a respeito daquele momento e da situação que o futebol se encontrava na cidade. No dia em que nasceu a Chapecoense, o grupo de desportistas era formado de Alvadir Pelisser e Altair Zanella indepedentinos roxos, e Lorário Immich e Vicente Delai, Ferrenhos defensores do Atlético Chapecó. O encontro não foi casual, era a continuidade de outros tantos, neles as conversas sempre giravam em torno da reativação do futebol na cidade. Assim foi que, depois de muita conversa e "tratativas", resolvem propor a fusão dos remanescentes do Atlético Chapecó e do Independente, mas só de nome porque patrimônio imóvel nenhum dos clubes dispunha. A sugestão agradou, ganhou espaço e apoio na cidade de suas lideranças, e demais segmentos. Adesões e ajudas começam a aparecer. Ernesto de Marco, proprietário das Casas Vitórias deu um jogo de camisas o qual foi uma "glória para nós" diz Pelisser. Em ato continuo entrou a presença de centenas de chapecoenses. Impossível anotar o nome de todos, mas devemos lemvrar do importante apoio de Heitor Pasqualotto, Avelino Biondo, Moacir Fredo, Arthur Badalotti, Gentil Galli que com outros tantos, pagavam para ver o novo time crescer. Nesses anota-se o Plínio de Nês, que, como líder empresarial e político regional, depositou seu apoio incondicional à Chapecoense, ajudando-a de diversas formas. {mospagebreak} Assim, esse grupo de jovens de então, com vontade de ver de novo um time, pois todos eram apaixonados por futebol, foram prestigiados pela população em geral. Não decepcionaram os chapecoenses, uma vez que futebol faz parte do cotidiano de milhares de brasileiros. O futebol é, sem duvida, o esporte de maior popularidade no Brasil e definitivamente influenciou todas as gerações de brasileiros nascidos no século XX. A primeira Diretoria da Associação Chapecoense era assim constituida, Presidente: Lotário Immich; Vice-Presidente: Gomercindo L. Putti; Secretário: Jair Antunes de Silva; 2º Secretário: Altair Zanela; Tesoureiro: Alvadir Pelisser; 2º Tesoureiro: Paulo Spagnolo; Diretor Esportivo: Vicente Delai; Ainda contando com a participação de Jorge Ribeiro(Lili) e Moacir Fredo e então elaboraram o 1º estatuto. Desse marco inicial da Chapecoense, lembramos a primeira composição do time que nascia. Temos, assim o seguintes nomes: Martinelli, o Alemão(motorista da SAIC), o Zeca (funcionário da Prefeitura de Chapecó, apelidado de "calceteiro", responsável pela montagem das calçadas e ruas da cidade), o Miguel (cabo da PM/SC), o Boca, o Vilmar Grando, o Caibi (Celso Ferronato), o Pacassa (João Maria) o Orlandinho, o Tarzan, o Ubirajara (PM/SC), o Beiço, o Airton, o Agenor, o Plínio (era de Seara), o Jair, o Raul, o Xaxim, o Casquinha funcionário do Besc. Nilson Ducatti, acompanhava o grupo em todos os momentos, mais os dirigentes nas tardes esportivas. Anota-se do depoimento de Pelisser, mesmo não lembrando os nomes, mas, poucos eram os jogadores que tinham salário, como foi o Moacir Fredo e tantos outros, baluartes da Chapecoense, sem venimento nenhum. Ainda, da organização do time da Chapecoense, para Pelisser "muitos não recebiam nada, jogavam vestindo a camisa, iam ao campo com vontade e garra, uma vez que a arrecadação da Chapecoense era pequena". Depois, dessa primeira composição de jogadores da Chapecoense, surge o primeiro time profissional, formado, pelos seguintes atletas: Putti treinador, Beiço Schú, Zé Taglian, Bonassi, Pacasso, Minga, Vicente Delai Diretor de Futebol, Casquinha, Albertinho, Caibí, Eneas, Zé. Beto, recorda do primeiro jogo do time profissional: "foi contra o São José de Porto Alegre, no campo do Colégio São Francisco, Chapecoense 1x0 São José, o segundo foi contra o Novo Hamburgo, jogo realizado na cidade de Xaxim". {mospagebreak} E foi assim que a Chapecoense inicia efetivamente sua viagem. Com o passar do tempo, outros dirigentes, atletas passam a ser os responsáveis pela continuidade de viagem. Ainda, no ano de 1973, pela primeira vez na história do futebol de Chapecó, a Chapecoense jogou em Florianópolis cujo resultado foi um empate de dois a dois. Para Pelisser, "empatar com o Avaí na capital foi a maior glória para a Chapecoense". O treinador Gomercindo Luiz Putti, mandado buscar por Pasqualoto em Concórdia. "a mando do Pasqualoto fui buscar o Putti para trabalhar no futebol de Chapecó". Temos então outro momento da "viagem da Chapecoense". Esse, representado da necessidade dos dirigentes de provar a capacidade da organização, uma vez que time adquiriu condições de participar de competições futuras. Não só a população da cidade de Chapecó, como a região oestina, acreditaram na "boa nova do futebol catarinense". Conforme ata da reunião realizada pela diretoria da Chapecoense em 06 de setembro de 1975, essa situação é confirmada: "a Chapecoense esta em dia com seus compromissos, em que pese as dificuldades que a atual diretoria passou". Na ocasião destaque para muitas falas dos presentes como a de Rivadávia Scheffer, Arthur Badalotti, Gumercindo Luiz Putti e Amilton Martins Lisboa, todos ressalvando o trabalho desenvolvido pela Diretoria no ano de 1974. Foram unâmines em colocar que a Chapecoense, foi a responsável pela divulgação da cidade, resultante do apoio da comunidade. {mospagebreak} Ano de 1975, a diretoria da Associação, tinha pela frente novo desafio, mais um campeonato se avizinhava. Decidiram, elaborar novo plano de arrecadação na comunidade e formar uma comissão. A comissão foi constituída por: Ernesto Trentin, Marino Magro, Rivadávia Scheffer (presidente), Ledônio Migliorini, Heitor Pasqualoto, Valmor Bergmann e Ivo Batiston. Assim, partiram para cumprir a missão. Reuniões são realizadas na Câmara Municipal, na prefeitura e visitas ao comércio e undustrias locais. Assim, contaram com o apoio da comunidade, a Chapecoense, continuou seu percurso na viagem. Em junho de 1975, sob a presidência de Gentil Julio Galli, mais Alvadir Pelisser, Lotário Immich, Vicente Delai, Altair Zanela, Raul Mantelli, Marino Magro, Alcides Galli, Luiz Laurindo dos Santos e Ademir Farina, grupo responsável pela primeira alteração dos estatutos da Associação Chapecoense de Futebol elaborado em 1973. Em 14 de julho de 1976, tem-se nova eleição para a Diretoria da Associação Chapecoense de Futebol. Dois candidatos: Lotário Immich e Nelson Badalotti, que receberam dos presentes na reunião respectivamente nove e quatro votos. Os demais membros da diretoria: Vice Plínio David de Nês Filho; Vice de finanças Alvadir Pelisser; Vice de Esportes José Guisti Sperry; Vice de Patrimôno Wiltemar Campos. Um novo momento da viagem, encetada pela Associação Chapecoense de Futebol, foi o ano de 1977 passo decisivo. Ano que a Chapecoense ficou campeã. Com esse titulo, a oportunidade de disputar o Campeonato Nacional. Novos momentos da viagem, agora, a campanha objetivando a construção do Estádio Municipal, desafio assumido concretizado pela administração municipal que num prazo de 150 dias concluiu as obras, sendo Prefeito de Chapecó Milton Sander. Concluído o estádio, a Chapecoense em campo, fez parte da Loteria Esportiva. Um trecho da viagem da Associação Chapecoense de Futebol é revivida por Jandir Moreira dos Santos nascido em Guaporé (RS) Janga - atleta campeão em 1977. Chega em Chapecó em março de 1977, para jogar como profissional. Tinha como treinador Edgar Ferreira. Num misto da saudosismo recorda seus companheiros de time: o Luiz Carlos goleiro; o Cosme Lateral direito; o Carlos Alberto e Décio zagueiros; Zé carlos lateral esquerdo; Janga, Valdir e Sérgio santos meio-campo; Wilsinho, Jaime Jorge e Eduardo atacantes. Completa dizendo que: "fomos campeão em 1977, jogando com o Avaí, ganhamos de 1 a 0. Foi Jaime que marcou o gol". Esses recortes iniciais da viagem da Associação Chapecoense de Futebol correspondem a um processo que até hoje achasse inserido na cidade de Chapecó. Outras etapas da viagem foram sendo atingidas, outras estações foram vencidas no trajeto, sem contudo esquecer as primeiras viagens. Essas, revividas por Crespo, outro incentivador, fundador e massagista, lembra do ônibus que viajavam, apelidado de "Balão da Alegria", devido ao seu estado que em nada era recomendado para viagens. O veículo, ainda segundo Crespo, muitas vezes teve como motorista o Vicente Delai, desportista chapecoense que sempre esteve ao lado do verdão. Texto retirado do livro "Associação Chapecoense Rumo ao Título 2004" Colaboração: Eli Maria Bellani Professora/Mestre em História Fonte: chapecoensefutebol.com.br
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